Porque carreta frigorífica “gancheira” tomba com facilidade?

Durante uma trajetória em curva os veículos experimentam a aceleração lateral (ou “força-g”). Dependendo da intensidade da aceleração, o veículo perde sua estabilidade lateral e ocorre o tombamento.

A aceleração lateral provoca a transferência de parte do peso do lado interno da curva para o lado externo. Essa transferência de peso provoca a inclinação do veículo.

A movimentação relativa da carga dentro da carroceria também afeta essa transferência de peso. O deslocamento da carga para o lado externo da curva, desloca o seu centro de gravidade, antecipando a ocorrência do tombamento.

 A influência da carga suspensa na estabilidade.

 As características de tombamento de um veículo são fortemente influenciadas pelo movimento livre da carga dentro do compartimento da carroceria. Em um tanque carregado com volume parcial do líquido por exemplo, esse movimento da carga é mais intenso, produzindo um efeito conhecido como “slosh”. Esse movimento da carga desloca lateralmente o seu centro de gravidade, reduzindo o performance ao tombamento desses veículos.

 No caso de cargas suspensas, como nas carrocerias frigoríficas do tipo “gancheira”, três aspectos são significativos na sua estabilidade:

1-O fato da carga estar fixada diretamente no teto como se fosse um  pêndulo, e não apoiada no piso da carroceria, aumenta a altura do centro de gravidade, contribuindo para sua instabilidade.

2-A possibilidade do balanço lateral da carga, quando existe espaço na carroceria, permite um deslocamento angular do centro de gravidade, similar ao movimento de um pêndulo. A intensidade do balanço será proporcional a velocidade, a manobra e ao espaço livre da carga em relação as laterais do furgão.

3-O eventual impacto da carga com a parede lateral do furgão provocará também um distúrbio adicional, que altera a estabilidade do veículo, durante as manobras.

Em função das características da carga transportada, veículos do tipo frigorífico “gancheira” tem, relativamente, baixa estabilidade ao tombamento, quando comparados com aqueles que transportam cargas convencionais;

Os motoristas devem ser treinados sobre as medidas preventivas para evitar o tombamento desses conjuntos, especialmente no controle da velocidade antes de entrar em pontos críticos: curvas fechadas, alças de acesso, retornos e rotatórias;

Outras medidas preventivas devem ser tomadas pelos condutores como por exemplo, rearranjar a carga após uma entrega parcial, para evitar o balanço excessivo da carga restante.

E ainda é informar ao motorista a velocidade correta, calculada cientificamente, para cada curva da sua rota sempre que estiver conduzindo acima da velocidade segura. E essa solução somente é possível com tecnologia embarcada avançada. O ANJO S-TRACK é a única tecnologia que pode reduzir a zero os tombamentos.

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